Pasta/Processo BR RSTJRS RSTJRS 1G Novo Hamburgo PCRIM A16000183 - Procedimento Especial – Júri – Processo Crime – Homicídio Qualificado (Preliminar)

Código de referência

BR RSTJRS RSTJRS 1G Novo Hamburgo PCRIM A16000183

Título

Procedimento Especial – Júri – Processo Crime – Homicídio Qualificado

Data(s)

  • 2004-06-21 - 2013-08-12 (Produção)

Nível de descrição

Pasta/Processo

Dimensão e suporte

Gênero textual, 28 volumes, 5763 folhas.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Âmbito e conteúdo

Processo 019/20500009420
Resumo: No ano de 2004, a jornalista B.H.O.R. foi morta carbonizada no carro de seu esposo no dia dos namorados. O caso, tratado como um sequestro no início, depois passou a ser investigado como crime passional, pois o esposo, o empresário. L.H.S. passou a ser o principal suspeito. Uma das empregadas do casal foi acusada de falso testemunho por dar declarações que beneficiavam o acusado em troca de dinheiro. Embora não houvesse nenhuma prova material incontestável, havia um conjunto de indícios que apontavam para o cônjuge: testemunhas que afirmavam haver uma crise conjugal entre os dois e um plano de divórcio por parte da vítima, desconfianças de que a vítima tivesse um amante, um seguro de vida no valor de 350.000, 00 reais beneficiando o acusado, o álibi dele que não pode ser demonstrado, a posição dos restos do corpo, que indicava que foi incinerado enquanto ela ainda estava viva, provavelmente sob efeito de algum medicamento. Foi crime de grande repercussão na imprensa, especialmente quando foram apreendidas várias fitas de vídeo contendo cenas de sexo com réu com garotas de programa e também com sua amante na época. Isso contribuiu muito para piorar a imagem do acusado, cujo caráter foi associado a uma pessoa de comportamento anormal. Durante todo o processo ele tentou manter a aparência de um viúvo sofredor e também de seu bom relacionamento com a vítima. Após a condenação pelo Júri, foi aplicada a pena de 19 anos de reclusão. No entanto, quando já estava no regime semiaberto, L.H.S. fugiu para a Espanha, pois tinha dupla cidadania. Preso dois anos depois, em 2010, foi trazido de volta ao Brasil, onde voltou a cumprir pena.
O crime foi muito explorado pela imprensa, especialmente por causa da classe social dos envolvidos e também porque detalhes de suas vidas íntimas vieram à público, levando, inclusive, a amante do réu a processar um jornal de Novo Hamburgo pela exposição de sua imagem e de sua vida privada.

Avaliação, selecção e eliminação

Processo de guarda permanente por interesse histórico.

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

  • português do Brasil

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Documento em boas condições, no geral. Alguns amassados e rasgos nas bordas.

Instrumentos de descrição

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

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Nota

Contém fitas de vídeo, transcrições extensas de depoimentos do réu e das testemunhas e cópias de reportagens jornalísticas.

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso de género

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

Zona da incorporação

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